Uma segunda-feira de folga, domplin e descobertas
A semana começou com um presente: feriado na segunda-feira. Acordar sem despertador já muda tudo. A casa ficou mais silenciosa, o ritmo mais lento, e o dia parecia prometer descanso e tranquilidade. Mas, como nem tudo pode ser perfeito, já fiquei sabendo que no sábado terei que trabalhar. Ironias do destino, né?
A manhã seguiu sem pressa. O café saiu tarde, o almoço mais ainda. Não tínhamos planos, e confesso que isso foi até bom. Alba precisava estudar para o curso de Logística que está fazendo, então decidimos manter o dia leve. No café da manhã, ela preparou domplin — uma iguaria venezuelana que ela me apresentou há um tempo e que eu aprendi a gostar muito.
É uma massa simples, parecida com pão, mas em vez de ir ao forno, vai direto para a frigideira. Frita. Pode ser recheada com o que quiser, mas, sinceramente, só a massa já é deliciosa. É uma daquelas coisas simples que ganham um significado especial por quem prepara e compartilha com você.
Enquanto tomávamos o café, entre uma conversa e outra, decidimos o que almoçar. Alba sugeriu arroz com legumes e carne de porco — parecia ótimo. Para que ela tivesse tempo de estudar, me ofereci para preparar a carne. Não sou nenhum mestre na cozinha, demoro horrores só pra descascar alho, mas gosto de temperar carne, e o mais importante: ela gosta do meu tempero. Então, missão aceita.
Enquanto a carne estava no fogo, aproveitei para colocar meus estudos de teologia sistemática em dia. Tenho buscado me aproximar mais da Palavra de Deus, e esse tempo de silêncio e reflexão me ajudou bastante. Quando Alba terminou os estudos, foi pra cozinha finalizar o almoço, e olha... ficou delicioso. A comida ficou ainda melhor com uma taça de vinho — e o vinho, por sua vez, subiu rapidinho pra cabeça dela. Teve até cochilo depois do almoço, só até o mundo parar de girar (risos).
Mais tarde, quando ela despertou, veio a dúvida clássica: sair pra dar uma volta ou sofá, filme e cobertor? Como era feriado e poucas coisas estavam funcionando, o shopping parecia a melhor opção. Além disso, tínhamos uma missão: começar a pesquisar preços para um novo celular pra ela, porque o atual está a um passo de colapsar de vez.
E assim foi o dia. Nada grandioso, mas cheio de pequenos momentos bons. Aquelas segundas-feiras que começam devagar, sem muito plano, mas acabam deixando lembranças leves e gostosas.


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